Ilustração com texto as 4 chaves do bem-estar

As 4 chaves do bem-estar

Tópicos do artigo

Esse artigo sobre as 4 chaves do bem estar,  foi elaborado com base na palestra do Dr. Richard Davidson, neurocientista e fundador do Center for Healthy Minds (Centro para mentes saudáveis) da Universidade de Wisconsin durante a conferência de Mindfulness & bem-estar no trabalho.

Em seus estudos, o Dr. Richard Davidson explica que o bem-estar é uma habilidade que pode ser praticada e fortalecida, assim como por exemplo, aprender a tocar um instrumento musical. Quanto mais praticarmos o bem-estar, melhores ficaremos.

Ainda em seus estudos, ele chegou a elaboração que o bem-estar tem como raiz quatro componentes principais que estão intrinsecamente ligados em nossos circuitos neurais. E esse circuitos apresentam plasticidade – a capacidade que o cérebro possui de se modificar de acordo com a necessidade, estímulo e ambiente. Então, quanto mais praticarmos essas 4 chaves para o bem-estar, mais duradoura será a mudança em nossas vidas.

O treinamento mental é importante. Não é apenas um luxo, ou uma vitamina suplementar para a alma. Ele determina a qualidade de cada instante de nossas vidas.

Resiliência (Resilience)

Todos estamos sujeitos as circunstâncias da vida. Não podemos evitar que certas coisas aconteçam com a gente, mas podemos definitivamente mudar a maneira como respondemos a esses eventos.

A resiliência é a capacidade que temos de se recuperar dessas situações adversas. Algumas pessoas são mais ágeis, enquanto outras se recuperam muito lentamente. De acordo com o estudo, as pessoas que tem maior facilidade na recuperação, são pessoas com um nível mais elevado de bem-estar.

Um experimento conduzido com mindfulness mostrou que a prática prolongada, pode sim fortalecer a habilidade do bem-estar. Porém, os resultados são obtidos ao longo do tempo.

Perspectiva Positiva (Outlook)

Outra chave para mudança é olhar a situação por uma perspectiva mais positiva. Em outras palavras, seria a capacidade de experimentar um olhar positivo sobre os outros. Trazendo mais humanidade e sabendo que todos são seres humanos com suas limitações e necessidades.

Nesse sentido, uma abordagem que tem trazido resultado, mesmo para quem sofre de depressão, é a prática da bondade amorosa e da compaixão. Isso pode alterar os circuitos do cérebro rapidamente, após uma dose modesta da prática.

Atenção plena (Attention)

A terceira habilidade do bem-estar é a atenção.

Um estudo realizado nos Estados Unidos mostrou que um adulto passa até 47% do seu tempo acordado sem prestar a atenção no que está fazendo. Imagine passar quase metade de nosso tempo que não estamos dormindo, viajando na maionese ou distraídos. Esse número é impressionante!

Uma pequena reflexão sobre isso é se perguntar: O que estou fazendo agora? Onde esta minha mente nesse exato momento? Estou com foco no que estou fazendo ou minha atenção está em outro lugar? O quanto estou feliz ou triste nesse momento?

A boa notícia é que essa é uma habilidade que também pode ser desenvolvida. Aqui o mindfulness e práticas contemplativas servem muito bem.

Generosidade (Generosity)

Por último e não menos importante, temos a prática da generosidade. Quando nos seres humanos nos envolvemos com práticas de generosidade e altruísmo. Isso faz com que nosso cérebro ative circuitos fundamentais que promovem o bem-estar.

O resultado dessa ativação tem se mostrado ser mais duradoura e eficiente quando comparamos, por exemplo, com o resultado obtido de ganhar um jogo, um prêmio, um benefício, etc.

Isso não é algo novo. Nós seres humanos já nascemos com bondade e compaixão, mas não cultivamos tais habilidades. Exercer a generosidade e compaixão nos ajuda a nutrir nosso bem-estar.

Conclusão das 4 chaves do bem-estar

Já é cientificamente comprovado que nosso cérebro está constantemente sendo moldados, seja de forma intencional ou inconsciente. Porém, se pudermos moldá-lo de forma intencional, podemos capacitar o nosso cérebro a fortalecer esses 4 componentes do bem-estar. E nesse sentido, podemos assumir a responsabilidade de nossas mente.

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